segunda-feira, maio 22, 2006

Maio, mês das noivas!!

Ora bolas, com a breca
Anda tudo desaparecido
Que se passa com os fregueses?
Para onde terão ido?

E mais a mais impõe-se falar
Deste grande mês de Maio
Houve muitas peripécias
Quereis um relato? Tomai-o:

Mais umas queimadelas nas fitas
Nos nabos e até nos grelos
A estudantada andava louca
Pareciam os outros dos selos

A tradição lá se cumpriu
E saudei meu Quim Barreiros
Seu bigode já é um mito
Bem como seus espectáculos matreiros

Também cá esteve a dona melanie
Muito jeitosa, por sinal
Tem muito boa voz para escrever
Mas é uma spaice, tal e qual

Fátima também foi celebrada
Não a de Felgueiras mas a d’aparição
Juntaram-se milhares no santuário
Na mais devota oração

Também se celebrou
O dia de S. Bombeiro
Ainda me lembro de meu Pacheco
A correr feito um gaiteiro

E ainda houve tempo
Para celebrar outra data
Há dois anos que sou só tua
Meu Pacheco, meu primata

Andas, pois, há mais de dois anos
A prometer-me uma placa avantajada
Pareces o engenheiro sócrates
Que só promete e não faz nada

Há-des ver, meu patife
Como elas te vão morder
Um dia ‘inda t’arrependes
Há-de querer e não ter!!

Vamos aproveitar agora
que Junho já está a chegar
meu sonho é ser Noiva de Santo António
e subir contigo ao altar!!

segunda-feira, março 27, 2006

Festa e Enlace Matrimonial

Pois que neste Fim-de-Semana
Se viveu coisa sem igual
Estivemos todos com o Chocolate
Em seu Enlace Matrimonial

Guitarradas e Fados houve
Musica do Demo também
E já hoje é Segunda-feira
e ainda não me sinto nada bem

Foi culpa do sagrado fruto
Que tem depois um efeito medonho
Amigos, clientes e demais
Raisparta o estupor do Medronho

Não há nada que chegue ao tinto
E o cá da casa é do mais belo
Amália, tás na cozinha?
Passa-me aí uma castelo

Mas para finalizar o arrazoado
E antes que a ressaca me mate
Aqui levanto a taça pró brinde
Felicidades ao casal Chocolate!

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

O Manel continua satisfeito

Pacheco, homem, tu já cheiras
parece que já és defunto
nunca mais aqui postaste...
tu já viraste presunto??

Apressa-te, imploro-t'eu
Que isto tem que andar prá frente
E daqui a poucos dias
Temos a posse do Presidente

Grande festa e alegria
haverá em Março, dia Nove
Cavaco está para Portugal
Como prá Russia o Gorbatchev

O Engenheiro anda aflito
A ver a vida andar pra trás
(e não penses que o digo irónica,
cada um leva onde lhe apraz)

E por falar em ironia
que é feito do Manel Satisfeito?
a última vez que aqui veio
não saíu muito direito

Dizia, em jeito de ode
que a vingança se servia fria
não percebi as suas palavras
mania da poesia!!

E agora, digo-te eu
que canto muitos poetas
O Manel não é mau moço,
deixemo-nos lá de tretas!!

Tem esse grande defeito
de ser de esquerda e socialista
mas depois do que aconteceu
vai virar... vanguardista

Até parece que já o vejo
na bonita tomada de posse
a cumprimentar nosso Cavaco
com um sorrisito de troçe

Até aposto que vai parabenizar
nosso Ilustre Presidente
"Fintámos o outro afinal"
dirá ele muito contente

Correm boatos cá na Tasca
que ele daria um lindo assessor
seus relatórios em verso
fariam jus ao ser trovador

E se perguntar ao vento que passa
notícias do seu País
o vento está meia hora a rir
(mas ri com ar infeliz)

E agora, Pacheco de minh'alma
ressuscita lá e vem tocar
faz gemer a tua guitarra
que o Fado vai-se cantar!!

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Ninguém Pára o Cavaco, Olé!!!

Ai Pacheco, minha vida
Parece qu’inda nem ‘tou em mim
O Cavaco é Presidente!!!
Traz-me daí a colcha carmim!!

Vou botá-la na varanda
Como nos dias de Procissão
Tanta é a minha alegria
Que já ‘tou de copo na mão!!

Eu que sou mulher de fé
Nunca deixei de acreditar
Aníbal António Cavaco Silva
Foi à primeira!!! Vamos brindar!!

E os outros, pobres coitados
Nem memória de dignidade
Caiu-lhes o penacho depressa
Com tanto excesso de vaidade

Ao Manel cortaram-lhe o pio
(ou terá sido coincidência??)
O engenheiro, aparentemente,
Lida mal com a concorrência.

O Louçã manteve a postura
De muitas insanas demagogias
O desgraçado tem que decidir
Que fazer à Joana Amaral Dias

O Jerónimo, estava alegre
Com cara de sexo tântrico
Parecia o Tony Carreira
A encher o Pavilhão Atlântico

O Mário mais parecia
Um peru em véspera de natal
Vai ser difícil desempalhá-lo
Quem o mandou portar-se mal??

O Garcia Pereira, por seu lado
Será sempre o eterno candidato
Deviam pagar-lhe a campanha
O moço é um teimoso nato!!

Mas voltemos à merecida victória
E à glória de um PORTUGAL MAIOR
Cavaco é Presidente!!
Aplaudamos este grande SENHOR!!!

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Já Chiguei!!!!

(trlim, pim, pim)

Pois que andava desaparecido
Mas prontos, já cheguei
Vos relato, meus amigos
Pelas agruras que passei.

Larguei o estabelecimento para emigrar
Quilómetros fiz mais que mil e trinta
Com a guitarra numa mão, garrafão noutra
E um freixo de espada à cinta

Passei fome, sede nunca!
Mas cheguei a andar à rasca
Que o vinho de outras paragens
Não chega aos calcanhares cá do da tasca

E agora, Amália meu doce,
Voltei, e daqui não mais vou sair
Que saudades da tua garagem
Do teu regaço, seios e do que há-de vir.

Caros amigos e clientes
Que mais asneiras não faço
Festejemos este regresso
Aqueçamos as vozes com bagaço.

Fale-se sobre a campanha
Fale-se do que se quiser
Que corra o vinho a rodos
Amália, canta, melher!

Que teu Pacheco voltou
Mate-se o melhor cordeiro
Amália, serve vinho e chamuças
E cante-se o Fado o ano inteiro!

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Já cheira a Natal!!!

Já que meu Pacheco 'tá mudo
e anda na volta a Portugal
vim eu abrir nosso tasco
com um faduncho sem igual

Entrai, fregueses, entrai
que a hora é de azevinho
estive a fritar coscuréis
bora lá regá-los com vinho

Já fritei rabanadas e sonhos
até já fiz a árvore de Natal
este ano na Consoada
há o bacalhau tradicional

Cá em casa cumprimos a tradição
e eu até faço um bolo rei
meu Pacheco chama-me rainha
mas ele exagera, que eu sei.

Pacheco, minha vida,
este ano ponho-te dormente
e ao invés do que possas pensar
será do saquinho de água quente.

Mas porque talvez vá prá terra
aproveito já praqui deixar
votos de umas santas festas
e de um Natal a tansbordar

sexta-feira, novembro 11, 2005

São Martinho

Correi, fregueses, correi
vinde c'a gente ao S. Martinho
c' hoje é dia da castanha
e de provar o belo vinho

Antes de mais, sei dizer
que hoje há aniversário
Xor Chocolate o festeja
inda ontem se me saíu do berçário

Amália e Pacheco desejam
Que tudo de bom l' aconteça
Que case em Março, per exemplos
e que da gente nunca se esqueça

Mas voltemos cá à rambóia
que hoje é dia de boa pinga
jeropiga ou água pé
com jaquinzito ou petinga

Podeis igualmente trazer
umas castanhas pr'assar
a gente fornece-se de pinguça
vós trazeis o que mastigar

Fregueses trazei alegria
que nenhum se sinta desgraçado
que depois de uns sete copitos
Amália cantará o fado

Pacheco já afina a guitarra
hoje vai ser noite de festa
há muitos anos que na Mouraria
não se via uma coisa como esta

O S. Martinho, confesso,
tem-se-m' este efeito em mim
fala-se tanto de pinga
que até se me parece coisa ruim

Meu pacheco já vindimou
e é hora de se me provar o vinho
branco, tinto ou abafado
tudo ao som do belo fadinho!!